25 de novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Mulher da classe média esconde agressões
Publicado em 07.03.2004 – Jornal do Comércio
Receio de expor a si mesma e à família se torna empecilho para denunciar violência doméstica
e muita luta contra o preconceito e a violência, as mulheres – independentemente de nível social, raça, cor e nacionalidade – voltam a ser o foco das atenções amanhã, dia 8 de março, quando é comemorado oficialmente o Dia Internacional da Mulher. A data, mais do que uma simples homenagem, pode ser encarada como o momento ideal para se fazer um alerta. Embora tenha procurado cada vez mais as delegacias especializadas para assegurar seus direitos e denunciar agressões, uma parcela significativa de mulheres ainda passa muito tempo guardando entre quatro paredes as marcas da violência doméstica.
“A classe média sofre em silêncio. Prefere evitar escândalos e mediar conflitos, seja procurando um advogado, seja escondendo os hematomas debaixo de um bom terninho”, ressalta a delegada e coordenadora do Departamento Policial da Mulher da Polícia Civil de Pernambuco (DPMUL), Cláudia Molina, que participa de chat sobre o tema amanhã, às 15h, no JC OnLine, onde assina uma coluna sobre direitos femininos no Canal Cidadania.
É importante salientar que a violência intrafamiliar não está relacionada a nível social ou econômico. O cenário de humilhações, ameaças e sofrimento é observado em todas as classes, sem distinção. “O que observamos no dia-a-dia das delegacias, no entanto, é que as mulheres mais pobres têm comparecido em maior número do que as mulheres de classe média, que têm mais medo de se expor na mídia e de perder o status”, revela a delegada Mariluce Ferreira Coelho, que comanda a primeira e mais movimentada Delegacia da Mulher do Estado, localizada no bairro de Santo Amaro, no Recife.
No balanço de atendimentos de 2003, 4.595 mulheres prestaram queixa no núcleo policial, mas apenas 20% desse total de denunciantes pertenciam à classe média. “A procura vem aumentando, mas o número ainda é considerado muito pequeno”, avalia Mariluce.
Rosana*, 39 anos, bem que tentou denunciar as agressões que recebia há mais de oito anos do marido, um advogado de sobrenome conhecido, mas sempre abandonava o propósito antes de cruzar a porta da delegacia. “A possibilidade do meu caso chegar aos ouvidos das minhas amigas e vizinhos simplesmente me apavorava. A vergonha que eu sentia de ter apanhado do meu marido era, muitas vezes, maior do que a própria dor física“Após uma noite de pancadaria, tomei coragem, peguei meus filhos pequenos e fui para a casa de familiares. De lá, reuni forças e consegui, finalmente, prestar queixa contra ele e me separar. Se soubesse que ia ser tão bem acolhida na delegacia, teria ido antes”, conta.
AMARRAS – A dependência financeira e a emocional são outros fatores que influenciam no adiamento de uma atitude contra a violência no lar. Casada há 10 anos, Patrícia*, 29, teve que agüentar calada as agressões verbais e físicas do companheiro, porque não trabalhava e não queria pedir ajuda à família. “Foi o pior momento da minha vida. Sem emprego e totalmente dependente do dinheiro e do amor dele, só me restava engolir o choro e aceitar suas desculpas. Hoje estamos um pouco melhor, mas agora eu trabalho e não tenho mais receio de um dia ter que sair de casa, caso ele volte a me bater novamente.”
Escrito por Telma Arcoverde às 13h17
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PRESÉPIOS
O Natal está se aproximando ,festa maior da Cristandade, relembra a vinda de Jesus ao mundo.
Primeiro do que tudo preparo o meu coração pra o sentido religioso da Festa, Depois pra a alegria de comemorar junto com a minha família;preparar a casa, comprar os presentes,e na Noite de Natal preparar com amor a Ceia , e arrumar uma mesa bem bonita,antes da ceia trocamos os presentes,é uma folia .
Ainda não armei minha árvore,por absoluta falta de tempo Mas como minha filha está para chegar,arranjei um tempinho pra arrumar minha coleção de presépios.É uma coleção linda, imaginem quem me deu a maior parte, a cidadã do mundo é claro !
Falar em coleção ,a de presépios é uma das que tenho,mas isso é assunto para um próximo Post.
Não consigo tirar fotos dos presépios de um ângulo bom,mas fotos é com Viscondi,Leila, Denise,etc ,eu sou uma negação no assunto,Mas vale a boa vontade de mostrar.


Escrito por Telma Arcoverde às 20h10
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